segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Perdoar é um ato de compaixão ...

“É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não
perdoar de coração ao seu irmão”.
Mateus 18.35

     Em continuidade ao ensinamento sobre o perdão, o Evangelho deste trigésimo sétimo domingo do ano (24º Domingo do Tempo Comum),  Jesus nos alerta sobre esse precioso ensino que devemos aplicar na nossa vida, embora desta vez Ele expressa de forma mais rigorosa e mostra o que acontece com as pessoas que não consegue perdoar aos outros, vale lembrar a passagem de Caim e Abel, onde um irmão se levanta contra o outro e mata-o, sendo que o que matou jamais se arrependeu do que fez ao outro, ou seja, não houve nenhuma atitude em relação ao arrependimento e sem esta conduta, jamais houve aquela vontade de se perdoar pelo ato de matar e de buscar em Deus perdão por ter levantando contra a própria vida que era seu sangue, pois Abel era seu irmão. Quero dizer que o arrependimento leva o individuo a refletir, e através deste aspecto nasce aquela vontade de ser perdoado.
     O ensino partilhando na mensagem deste domingo Cristo elabora claramente que o perdão genuíno acontece também através da compaixão, em algum momento da nossa vida machucamos quem mais amamos, nem paramos para pensar em como ficou aquela pessoa ao ser ofendida, magoada com ato nosso.   Já observou que quando se machuca alguém, as coisas mudam entre vocês, aquela harmonia não é mais a mesma no dialogo e encontro, sabe por quê? Porque no fundo aquela pessoa além de ter sido machucada por ato seu, há nela uma dor que causa receio de que você possa se descuidar e tornar errar novamente; também que você não mostrou atitude de quem reconheceu seu erro perante ela, como se não se importasse com o estado que ela ficou. Existem pessoas que não se importa como os outros ficam, são pessoas egocêntricas, que pensa em si apenas, isso não pode fazer parte do perfil de quem se diz “discípulo e serve ao Senhor”, sabe por quê? Você tem que seguir o exemplo Dele, que nos amou mais do que a sua própria vida, que veio a este mundo para dar sua vida por cada um de nós, veio para comprir a vontade do Pai, e a vontade do Pai é que amamos o nosso próximo como a nós mesmo e quem tem esse amor jamais é um ser insensível com marcas causada por ele na vida de outras pessoas, pois o verdadeiro discípulo do Senhor é aquele que reflete sua vida dentro de seus mandamentos, vive o que Ele ensina.
     Quantas vezes você já parou para refletir sobre suas atitudes? Em quantos momentos se deu conta que machucou alguém? E quando sua reflexão levou ao ato de suplicar a misericórdia de Deus sobre ti e que buscasse reconciliar com seu próximo? Você é um discípulo corajoso ou egoísta que não tem a coragem de pedir perdão ao próximo? Que não reconhece seus pecados?  A mensagem da cruz requer de cada um de nós uma coisa Arrependimento, não adianta apenas erguer suas mãos como sinal de que agora resolveu seguir ao Senhor, ir todos os domingos numa igreja não quer dizer que você é um discípulo Dele, pois o verdadeiro filho(a) que segue o seu Criador é aquele que  se arrepende de seus pecados, que  reconhece-os perante a  pessoa de Jesus e busca intensamente o perdão,  vive a vida de acordo com seus ensinamentos.
    A liturgia deste domingo nos leva a reflexão sobre ato de perdoar, mas para ser perdoado é preciso uma conduta de nossa parte, que é arrepender-se pelo que tenha feito, buscar meio certo de chegar ao ofendido, suplicar de todo coração que nos perdoe. E devemos também perdoar quem tenha nos ofendido, pois caso não fizermos não temos também o perdão divino. Perdoar é um ato de compaixão pelo nosso semelhante, reconhecer que é digno de perdão, que precisamos esquecer aquela ofensa, que devemos abraçar, sentir aquele afeto novamente, o perdão restaura nossas vidas, diariamente Cristo nos perdoa, assim devemos proceder diante de cada ofensa.

(Mateus 18. 21-35) 

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